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Por Um Punhado de Spaghetti Westerns - PPSW

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De Mis Enemigos me Ocupo Yo! (1968)

Posted by Henrique Sousa on February 10, 2016 at 8:55 PM

Dai Nemici mi Guardo io! - 1968

Dirigido por Mario Amendola (aqui creditado como Irving Jacobs)

Música de Carlo Rusticelli


No meio ambiente cinematográfico, Mario Amendola é muito conhecido pela preciosa contribuição de seus roteiros em inúmeras produções. Em seu extenso currículo, o incansável roteirista contabiliza mais de 150 filmes nos quais os créditos apontam o seu nome no quesito roteiro.

No ciclo spaghetti western são diversos os roteiros creditados a Mario Amendola, entre eles “Il Grande Silenzio” (1968; “O Último Samurai do Oeste” (1974); “Los Hijos del Día y de La Noche” (1972); “O Dia da Violência” (1967); “Gringo, Dispare Sem Piedade” (1968; “Pistolero Mortal ... a Vece” (1972), entre outros. Entretanto, como diretor, os filmes "De Mis Enimigos Me Ocupo Yo!" (1968 e “Il Terrore dell'Oklahoma” (1959) foram suas únicas incursões no spaghetti western, o que pode parecer pouco para quem respirou por tanto tempo a atmosfera do subgênero.

O filme está repleto de tudo que o fã do autêntico faroeste mais gosta: ação, aventura e um roteiro sério, onde a trama central se assemelha bastante ao terceiro filme da Trilogia dos Dólares, de Leone. Aqui, o referencial é o ouro supostamente enterrado após a Guerra de Secessão pelo exército confederado com o objetivo de que não caísse nas mãos dos nortistas.

O mapa desse cobiçado tesouro são três moedas de dólar muito especiais que, uma vez reunidas, podem determinar a localização exata do lote. Nessa busca sangrenta, três indivíduos estão dispostos a tudo para por as mãos nesse precioso tesouro: um gringo, um mexicano de intenções duvidosas e um vilão realmente muito mau.

Me chamou a atenção, neste filme, a atuação de Charles Southwood, bastante convincente, garantindo os requisitos mínimos de um perigoso pistoleiro, sedento por ouro e com um perfil bastante semelhante ao do Homem Sem Nome, de Clint Eastwood. Outro detalhe marcante é a aparência de Southwood, de barba, bem diferente do que o fã viu em “Com Sartana Cada Bala é uma Cruz”, onde atuou bem arrumadinho, atuando como Sabata. No meu caso, tive que correr aos créditos para conferir se, de fato, era Charles Southwood.

Na parte cômica, Julián Mateos é o extrovertido mexicano Hondo, que se torna “amigo” de Alan Burton (Southwood), mas que na verdade se mostra mais ganancioso e mortal do que os outros dois concorrentes ao lote de ouro. No papel de mauzão, Mirko Ellis é El Condor, um mexicano impiedoso caracterizado pela sua fervorosa devoção religiosa e que lidera um bando de temíveis foragidos na região.

A trilha sonora do filme, por conta de Carlo Rustichelli, é um ponto altamente positivo, e a canção de abertura (Where is My Fortune), cantada por Ico Cerutti, se repete ao longo de todo o filme, criando a atmosfera perfeita dentro da trama.

Com elementos bem convincentes, o filme acaba agradando a todo fã do gênero que gosta de ver um autêntico faroeste, com ação e tiroteios do início ao fim. Vale a pena conferir.

 

Elenco:

Charles Southwood, Julián Mateos, Alida Chelli, Mirko Ellis, Ivano Staccioli, Lorenzo Robledo, Pietro Ceccarelli, Dada Gallotti, Raoul Racceis, Marco Rual, Maria Mizar, Piero Morgia, Roberto Biciocchi.

 

Voltaire:

"Deus me defende dos amigos, que dos inimigos me defendo eu".

Henrique Sousa

 


Categories: Resenhas

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